Ep.9 – Vida social vs vida fit: como equilibrar as duas sem sabotar nenhuma

Filipe Simões
Filipe Simões CEO e fundador do BMFIT, Personal Trainer Ver bio
Beatriz Jorge
Beatriz Jorge Nutricionista e Fundadora BMFIT Cédula Profissional 5266N Ver bio
Publicado Fevereiro 4, 2026
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Resumo do Episódio

Vida social e perder peso não são opostos

Só quem tem um objetivo de nível de elite precisa de sacrificar a vida social por causa da alimentação. Para a esmagadora maioria das mulheres, isso nunca vai ser necessário.

Pensa num jogador de futebol que joga a Champions, tipo Cristiano Ronaldo. Se o convidam para um jantar na véspera de um jogo importante, ele diz que não. Faz sentido, o nível de exigência do trabalho dele é outro, e os sacrifícios têm de acompanhar esse nível.

Agora pensa em ti. O teu objetivo não é seres a melhor atleta do mundo, é perderes peso de forma sustentável e sentires-te bem no teu corpo. Isso deixa espaço, e muito, para uma vida social normal. O que falta à maioria das mulheres não é abdicar de sair. É saber como fazer isso sem sabotar o processo.

Porque é que “comer de tudo” nem sempre é a solução

A dieta flexível só funciona depois de teres uma base de planeamento. Sem essa base, chamar-lhe “flexibilidade” é só uma forma bonita de dizer descontrolo.

A flexibilidade real só aparece depois de perceberes o básico: porções, nutrientes, timings. É esse processo de planeamento e reeducação alimentar que te vai levar, mais tarde, a uma alimentação mais intuitiva, onde consegues incluir um bocadinho de tudo sem perder o rumo. Sem essas bases, planear a “flexibilidade” acaba por virar em exagerar sem controlo, e depois chamar-lhe outro nome para não parecer o que é.

O que fazer antes de um evento social

Nunca saias de casa esfomeada para um evento social, mantém a tua rotina alimentar normal ao longo do dia.

Muitas mulheres fazem exatamente o contrário. Sabem que vão a um jantar mais calórico à noite e decidem não comer nada durante o dia, como se estivessem a “poupar” calorias para mais tarde. O resultado costuma ser o oposto do que se pretende. Chegas ao evento com fome a mais, só consegues pensar em comida, e acabas a comer muito mais do que comerias se tivesses chegado com fome normal.

Uma aluna do programa, a V., que vive em Luanda, contou que começou a comer um pouco antes de sair de casa para os convívios que tem por lá. Antes de mudar isto, ia sempre com fome e depois “comia o mundo e mais outro”, nas palavras dela. Desde que passou a fazer um pequeno snack antes de sair, mesmo que seja só dois ovos, sente que consegue controlar-se muito melhor. Faz sentido. Se fores para um jantar com fome de comer três mundos, a tentação vai ser sempre maior do que se fores com o estômago já a um nível equilibrado.

O que fazer durante: comida

Prioriza proteína e vegetais no teu prato, mesmo quando há outras opções menos nutritivas à disposição.

Imagina que vais comer um bitoque com batatas fritas. Não precisas de tirar as batatas fritas do prato, mas garante que também tens ali uma salada ou uns legumes. Se deixares só as batatas, acabas por comer mais batatas, porque o teu corpo continua à procura de algo que o sacie. Manter os vários grupos alimentares no prato ajuda-te a ficar satisfeita e, ao mesmo tempo, continuas a comer aquilo que te apetece.

Nos bufês, serve-te num prato e afasta-te da mesa. É fácil perder a noção do que se come quando se está ali ao lado a petiscar diretamente da travessa, com um guardanapo na mão. Serve uma dose no prato, afasta-te, e come com calma. Um prato mais pequeno também ajuda, mentalmente, a sensação de “prato cheio” contribui para a perceção de saciedade, mesmo sabendo que é só um jogo da tua cabeça.

O que fazer durante: bebidas

Intercala o álcool com água ao longo da refeição. Além de beberes menos álcool no total, manténs a hidratação, o que também costuma ajudar no dia seguinte. Se gostares de refrigerantes, a opção zero costuma ser uma boa alternativa, mas não há problema nenhum em beberes um refrigerante normal de vez em quando, num evento social.

O que fazer depois: a parte que decide tudo

Um exagero pontual não estraga o teu progresso, o que estraga é o pensamento de que já estragaste tudo. Comeste uma sobremesa que não estava no plano? Não faz mal, isso não é o suficiente para desfazer semanas de trabalho.

O problema é o que costuma vir a seguir. É esse pensamento de “já estraguei tudo, por isso agora já não interessa” que leva muitas mulheres a comer ainda mais do que teriam comido de outra forma. Comes uma sobremesa e pensas: já estraguei tudo, então agora posso comer mais dez. Este é, de longe, o padrão mais destrutivo, muito mais do que a sobremesa em si.

A solução não é evitar eventos sociais para sempre. Esses momentos vão continuar a acontecer ao longo de toda a tua vida, aniversários, jantares de família, o Natal. A solução é aprenderes a viver com eles sem lhes atribuíres um peso que não têm. Comeste bem, aproveitaste, soube-te bem. Agora voltas à tua rotina, sem drama e sem precisares de compensar nada no treino do dia seguinte.

Porque é que isto funciona melhor a longo prazo

Dietas muito restritivas dão resultados rápidos, mas raramente se mantêm durante mais do que algumas semanas. Quando cortas tudo o que te dá prazer, incluindo os momentos sociais, o corpo e a cabeça aguentam durante algum tempo, mas depois há sempre um ponto de rutura. A pessoa desiste por completo, volta atrás, e entra naquele ciclo de subir e descer de peso que é tão desgastante como o próprio excesso de peso.

Uma abordagem que inclui estes momentos sociais, sem os tratar como uma ameaça, aguenta-se durante muito mais tempo. Não porque os resultados sejam mais rápidos, pelo contrário, se calhar demoram um pouco mais. Mas é o tipo de mudança que consegues manter durante um ano, dois, ou para o resto da vida, em vez de um mês de restrição total seguido de desistência.

Ep.7 – As fases do emagrecimento (e porque o efeito platô é uma delas, não um erro)

Filipe Simões
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Beatriz Jorge
Beatriz Jorge Nutricionista e Fundadora BMFIT Cédula Profissional 5266N Ver bio
Publicado Janeiro 28, 2026
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Ep.6 – Treino e saúde mental

Filipe Simões
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Publicado Janeiro 23, 2026
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Ep.5 – Emagrecer sem passar fome (nem abdicar do chocolate)

Filipe Simões
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Publicado Janeiro 21, 2026
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Ep.4 – Falta de tempo: as técnicas que usamos para encaixar treino e alimentação numa vida cheia

Filipe Simões
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Beatriz Jorge Nutricionista e Fundadora BMFIT Cédula Profissional 5266N Ver bio
Publicado Janeiro 19, 2026
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Ep.3 – O peso da balança importa?

Beatriz Jorge
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Filipe Simões CEO e fundador do BMFIT, Personal Trainer Ver bio
Publicado Janeiro 16, 2026
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Resumo do Episódio

O peso da balança importa, mas não da forma como a maioria das mulheres o usa. Sozinho, esse número não diz se estás a perder gordura, a ganhar músculo ou só a reter água. Quando não desce, isso não significa que não estejas a fazer progresso. Significa que estás a olhar só para uma parte da história.

⚖️ Porque é que a balança sobe e desce sem estares a engordar?

A maior parte das oscilações de peso de um dia para o outro é água, não gordura. Comeste uma refeição com mais hidratos de carbono ontem à noite? Vais provavelmente pesar mais hoje de manhã. É retenção de líquidos, porque o corpo guarda mais água quando há mais hidratos ou mais sal em circulação. Gordura a sério não sobe assim, de um dia para o outro. Acontece o mesmo com o ciclo menstrual: há dias do mês em que o corpo retém muito mais líquido do que noutros, e isso pode significar um quilo, às vezes mais, sem qualquer alteração real na composição do corpo.

Muitas mulheres enganam-se ao comparar o peso desta semana com o da semana passada. Veem o número mais alto e assumem logo que “engordaram”. Na maior parte das vezes, nem é justo fazer essa comparação. O corpo de uma mulher não é uma linha reta, tem flutuações normais e previsíveis que nada têm a ver com ganhar ou perder gordura.

🔍 O que é que a balança não mede?

A balança dá-te um número total, mas não distingue do que esse número é feito:

  • 💪 Não sabe se é músculo, se é gordura, se são ossos.
  • 🩺 Não diz nada sobre colesterol, glicemia ou tensão arterial.
  • 😴 Não mostra sono, energia ou stress no dia a dia.

Há mulheres com um peso “normal” na tabela e valores de saúde completamente descontrolados nas análises. E há mulheres fora desse peso “normal” com uma saúde metabólica excelente.

No programa, há mulheres que, ao fim de semanas, olham para a balança e sentem que não aconteceu nada. Depois vais ver as fotos de comparação e a diferença é visível, com perímetros diferentes e roupa a assentar de outra forma. Quando perguntas pelo resto do dia a dia, a resposta muda: já têm mais energia, já conseguem brincar com o filho sem ficar cansadas em cinco minutos, sentem-se mais confiantes. Só que o foco delas era só o número, e por isso nada disso parecia contar.

🔥 Quanto é preciso comer a mais para ganhares 1kg de gordura?

Para ganhar um quilo de gordura a sério é preciso um excedente calórico de várias milhares de calorias, não é uma questão de um dia mau ou de um jantar fora de mão. Por isso é praticamente impossível “estragar tudo” num fim de semana ou depois de uma refeição maior. O que sobe na balança no dia a seguir é quase sempre água. Ganhar gordura a sério exige tempo e um padrão sustentado, não um episódio isolado.

📏 E o IMC, é fiável?

O IMC também não é uma boa forma de perceber se estás no peso certo, porque cruza só altura e peso, sem distinguir massa muscular de gordura. É uma fórmula antiga, pensada para estatística populacional, não para avaliar a saúde individual de uma pessoa. Uma pessoa com muita massa muscular, como acontece com atletas ou pessoas que treinam há anos com foco em força, pode aparecer “acima do peso” nessa tabela e ao mesmo tempo ter uma composição corporal excelente. O IMC é uma referência, não uma sentença.

🎯 Então qual é o peso ideal na balança?

O peso ideal não vem de uma tabela. É aquele em que te sentes bem, física e mentalmente, e em que os teus indicadores de saúde estão equilibrados. Podes chegar exatamente ao número que sempre quiseste e continuar sem gostar do que vês ao espelho, ou sentir-te desgastada. Isso não é o teu peso ideal, por mais que a tabela diga que é. O peso ideal é uma combinação: sentires-te bem contigo, e teres análises e indicadores de saúde que confirmam isso.

📊 Como medir o progresso além da balança?

Se te focas só num número, vais perder de vista tudo o resto que está a mudar. Vale a pena olhar para vários indicadores ao mesmo tempo:

  • 📸 Fotos de comparação, tiradas com regularidade e na mesma luz.
  • 📐 Perímetros (cintura, anca, coxa), que muitas vezes mudam antes do peso.
  • 👖 Como a roupa assenta, especialmente peças que já tinhas há algum tempo.
  • 🩺 Indicadores de saúde, como colesterol, glicemia e tensão arterial.
  • ⚡ Energia no dia a dia, sono, disposição para fazer as coisas normais da tua rotina.

Beber mais água, dar mais passos, dormir melhor e sentir menos ansiedade à volta da comida também é progresso, mesmo que o número da balança fique parado.

Ep.2 – TPM – Tensão Pré-Menstrual e emagrecimento: o que a tua fase lútea tem a ver com a balança

Filipe Simões
Filipe Simões CEO e fundador do BMFIT, Personal Trainer Ver bio
Beatriz Jorge
Beatriz Jorge Nutricionista e Fundadora BMFIT Cédula Profissional 5266N Ver bio
Publicado Janeiro 14, 2026
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Resumo do Episódio

Porque acontece a tensão pré-menstrual e te sentes pior antes da menstruação?

Na fase lútea, a progesterona sobe e o estrogénio desce. É essa troca que explica o cansaço, a irritabilidade e a retenção de líquidos que sentes antes da menstruação.

O ciclo costuma dividir-se em quatro momentos. Do dia 1 ao dia 14, a fase folicular: o estrogénio vai subindo e a progesterona mantém-se baixa. É a fase que a maioria das mulheres descreve como mais leve, com mais energia e mais motivação. Ao dia 14, a ovulação, com o pico de estrogénio. Depois, do dia 14 ao 28, a fase lútea: o estrogénio desce e a progesterona sobe, e é aqui que aparecem dores de cabeça, enxaquecas, cólicas, dor de estômago e aquela sensação de estar sempre um passo atrás de ti mesma.

Fase e dias Hormona dominante O que costumas sentir
Folicular (dias 1–14) Estrogénio a subir Mais energia, mais motivação, treino a render
Ovulação (~dia 14) Pico de estrogénio Pico de força e disposição
Lútea (dias 14–28) Progesterona a subir Cansaço, sintomas de TPM, retenção de líquidos
Menstruação (dias 1–5/7) Ambas em queda Cólicas, energia mais baixa, alívio progressivo

Conhecer o próprio ciclo muda a forma como se vive cada mês. Beatriz Jorge, nutricionista da BMFIT com cédula profissional 5266N, partilha que durante anos, com toma de anticoncepcional, o ciclo ficava escondido atrás da pílula. Quando parou de tomar, foi como entrar num mundo diferente, a aprender do zero a ler o que o corpo estava a dizer. Não é uma situação rara. É a experiência de muitas mulheres que só começam a perceber o próprio corpo depois dos 30.

Porque sobe o peso antes da menstruação?

O peso que aumenta nos dias antes da menstruação é, na maior parte dos casos, água retida, não gordura acumulada.

Um número mais alto na balança, na semana antes da menstruação, costuma ser só o calendário a fazer-se sentir.

Como adaptar o treino a cada fase do ciclo?

Na fase lútea e durante a menstruação, um treino mais leve, ou até uma caminhada, já é suficiente. Na fase folicular e na ovulação é a melhor altura para aumentar carga e arriscar exercícios novos.

Na fase folicular e na ovulação há mais energia e mais força, e é a melhor altura para subir carga, experimentar exercícios novos ou desafiar-te num treino mais exigente. Na fase lútea o corpo costuma render menos: um treino de força mais leve, ou trocar por caminhada, bicicleta ou elíptica, já ajuda, e ajuda também no lado mental, ao tirar o foco do desconforto. Na menstruação vale o mesmo raciocínio. Nem sempre há força para um treino de uma hora, e está tudo bem em fazer menos.

Como resume o Filipe Simões, personal trainer da BMFIT: não tem que ser o melhor treino do mundo. Às vezes bastam dez minutos a mexer o corpo para mudar o resto do dia.

Alguns exercícios pesam mais consoante a fase. Um hip thrust com barra na zona pélvica ou um agachamento carregado costumam ser mais desconfortáveis na fase lútea, e trocar por máquinas nesses dias ajuda. É uma adaptação individual, não uma regra fixa para todas.

Pode-se treinar durante a menstruação?

Pode, e ajuda a aliviar cólicas e mal-estar, em vez de os agravar.

Há quem sinta o oposto do que seria de esperar: mesmo com menos vontade e mais cansaço, o exercício físico alivia as dores. Não precisa de ser um treino intenso. Uma caminhada, um pouco de cardio ou mexer o corpo de forma mais suave já reduz o desconforto físico e ajuda a não ficar presa mentalmente à dor o dia inteiro.

infografico tensao-pre-menstrual emagrecimento BMFIT acompanhamento online

O que comer para reduzir os sintomas de Tensão Pré-Menstrual?

A base mantém-se sempre a mesma: uma alimentação equilibrada, com todos os grupos, nas quantidades certas. Há ajustes que ajudam a reduzir os sintomas de TPM em cada fase do ciclo.

Na menstruação, com a perda de sangue, ferro e vitamina C ganham importância. O ferro pode vir de carne ou espinafres, e a vitamina C ajuda a absorver melhor o ferro de origem vegetal, que por si só é absorvido em menor quantidade. Na fase folicular, com o estrogénio a subir e mais energia disponível, é boa altura para hidratos de absorção mais lenta, como arroz, massa ou aveia, e proteína magra, que ajuda no desenvolvimento muscular. Na fase lútea, o cansaço e a retenção de líquidos pedem mais água, não menos, para contrariar o inchaço. Magnésio e fibra ajudam o sistema digestivo, que costuma andar mais lento nesta fase, e podem reduzir sintomas de TPM. A comida não tira as dores, mas ajuda a fase a ser menos pesada.

Porque não devias culpar-te pelos dias maus do ciclo?

Saber em que fase do ciclo estás não faz os sintomas desaparecerem, mas tira a frustração de não perceberes porque hoje é mais difícil.

Há um alívio só em ter uma resposta. Quando percebes que o cansaço no treino, a carga que parece mais pesada ou o número mais alto na balança têm uma explicação, a fase lútea, a progesterona mais alta, deixas de procurar a culpa em ti. O corpo não está sempre a subir em linha reta, e não devia estar. Vai acompanhar as tuas hormonas, mês a mês. Saber que a fase lútea passa é o que separa uma mulher que desiste no meio de um mau dia de uma que sabe que a energia volta dentro de uma semana.

Ep.1 – BodyMindFit: o podcast sobre emagrecimento feminino sem tretas, por profissionais que viveram o mesmo que tu

Filipe Simões
Filipe Simões CEO e fundador do BMFIT, Personal Trainer Ver bio
Beatriz Jorge
Beatriz Jorge Nutricionista e Fundadora BMFIT Cédula Profissional 5266N Ver bio
Publicado Janeiro 12, 2026
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Resumo do Episódio

Quem é o Filipe, apresentador do podcast sobre emagrecimento feminino BodyMindFit?

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O Filipe é personal trainer e fundador do BMFIT, e sofreu de excesso de peso desde a adolescência. Não gosta de dizer que sofreu bullying, mas admite que sentiu discriminação, e isso deixou marcas que ainda hoje reconhece em si.

Tentou o ginásio uma vez. Não resultou. Tentou uma segunda vez. Também não. Tentou dietas, tentou um acompanhamento mais rígido. Nada pegava. Só à terceira vez, com dois amigos a puxarem por ele, é que conseguiu manter-se. Foi aí que percebeu uma coisa que hoje repete no podcast e às alunas: o problema não estava em fazer algo de errado. Estava em nunca ter dado tempo suficiente para ver resultados.

Nessa fase da vida, o objetivo do Filipe era outro: queria ser comissário de bordo. Foi treinando, entretanto, perdeu cerca de 15 quilos, e quando chegou a pandemia percebeu que aquele caminho já não fazia sentido. O que sempre o tinha puxado, sem ele levar muito a sério, era o fitness. Decidiu tirar o curso de personal trainer.

Os 15 quilos não foram a parte mais importante da mudança do Filipe. Ganhou autoestima. Ganhou disciplina. Numa altura em que bebia e fumava todos os dias, foi o treino que travou essa queda.

Já como personal trainer, o Filipe reparou que a grande maioria das suas alunas era mulheres. Sempre teve uma relação próxima com a mãe e com a irmã, e todos os trabalhos que teve antes, numa loja de roupa, num bar, envolviam sobretudo mulheres. Foi juntando estas peças que percebeu onde queria ficar: a ajudar mulheres a fazerem a mudança que ele próprio fez.

Quem é a Beatriz, nutricionista do BMFIT?

podcast sobre emagrecimento

A Beatriz Jorge é nutricionista, fundadora do BMFIT e cocriadora do podcast, com cédula profissional 5266N. Foi bailarina antes de ser nutricionista. Hesitou entre fisioterapia e nutrição, e só foi ganhando gosto pela nutrição depois de experimentar estágios e trabalhos em várias áreas. Foi afunilando, aos poucos, até chegar às mulheres e ao comportamento alimentar.

Essa escolha não foi só profissional. Durante muitos anos a Beatriz lidou com compulsão alimentar, e ainda hoje é algo com que trabalha em si própria. Ter passado por isso dá-lhe uma forma diferente de olhar para quem chega até ela com o mesmo problema.

Como surgiu o podcast BodyMindFit?

podcast bodymindfit dicas como emagrecer ninguem vem salvar-te

A Beatriz começou por ser aluna do Filipe. Foi treinando com ele e, ao mesmo tempo, começou a acompanhar nutricionalmente as alunas dele em presencial. Foi nessa proximidade, treino de um lado, acompanhamento alimentar do outro, que os dois perceberam que viam o trabalho da mesma forma: os mesmos valores, a mesma ideia do que significa ajudar uma mulher a mudar.

O acompanhamento começou por ser presencial. Passou para online quando perceberam que, através das redes sociais, conseguiam chegar a muito mais mulheres do que alguma vez conseguiriam num ginásio. O podcast é a continuação natural dessa decisão: partilhar em voz alta o que já faziam em consulta e em treino, para quem ainda não os conhece.

O que é o BMFIT, o método por trás do podcast?

Equipa BMFIT, programa de emagrecimento com acompanhamento online para mulheres +30, podcast emagrecimento

O BMFIT é o acompanhamento multidisciplinar que junta treino, nutrição e psicologia para mulheres acima dos 30 anos. A lógica do método é simples de explicar e difícil de aplicar sozinha: para uma mudança física acontecer e durar, tem de acontecer primeiro uma mudança mental.

O podcast fala sobretudo disto. De treino, de alimentação, mas também de tudo o que se passa na cabeça de uma mulher enquanto tenta mudar o corpo e a vida ao mesmo tempo. O Filipe costuma resumir isto numa frase que abre o primeiro episódio: estão aqui para mudar vidas para sempre, não para fazer alguém perder peso durante um mês.