Ep 79 – Tudo o que aprendeste sobre emagrecer antes dos 30 é o que te está a impedir agora

Filipe Simões
Filipe Simões CEO e fundador do BMFIT, Personal Trainer Ver bio
Beatriz Jorge
Beatriz Jorge Nutricionista e Fundadora BMFIT Cédula Profissional 5266N Ver bio
Ana Alves
Ana Alves Psicóloga, Coordenadora e Fundadora BMFIT Cédula Profissional OPP 26414 Ver bio
Publicado Julho 6, 2026
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Resumo do Episódio

Ep 77 – Porque é que o teu parceiro emagrece em duas semanas e tu lutas há meses?

Filipe Simões
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Publicado Junho 15, 2026
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Resumo do Episódio

Ep 76 – Estás sempre cansada? Pode não ser falta de Sono, É o teu corpo a pedir ajuda.

Ana Alves
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Publicado Junho 8, 2026
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Resumo do Episódio

Ep.70 –  Ozempic e Mounjaro para emagrecer: o que fazem, os riscos e o que acontece quando paras

Beatriz Jorge
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Ana Alves
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Filipe Simões
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Publicado Maio 27, 2026
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Resumo do Episódio

O que são o Ozempic e o Mounjaro?

O Ozempic, o Mounjaro e os seus equivalentes são fármacos agonistas da GLP-1: imitam uma hormona que o corpo já produz sozinho no intestino quando comemos, e que influencia tanto o sistema digestivo como o sistema cognitivo. Não inventam nada de novo, amplificam algo que já existe.

Foram desenvolvidos originalmente para a diabetes tipo 2, para ajudar a regular os picos de açúcar no sangue. Foi com o uso que se percebeu o efeito secundário: as pessoas emagreciam. Daí nasceu o interesse em estudar estes fármacos também para o tratamento da obesidade.

Ozempic vs. Mounjaro: em que é que são diferentes?

Características Ozempic Mounjaro
Princípio ativo Semaglutida Tirzepatida
Recetores que ativa GLP-1 GLP-1 + GIP (duplo)
Indicação original Diabetes tipo 2 Diabetes tipo 2
Perda de massa magra associada Parte considerável do peso perdido, em média Tendencialmente semelhante ou um pouco superior

O que é a GLP-1 e como afeta o apetite?

A GLP-1 tem três funções principais:

  • Regula o açúcar no sangue
  • Aumenta o tempo de esvaziamento gástrico: a comida demora mais tempo a sair do estômago e a passar para o intestino
  • Aumenta a saciedade e reduz a sensação de fome

Estes fármacos imitam essa hormona e potenciam os três efeitos ao mesmo tempo. A pessoa acaba a comer menos calorias do que gasta, quase sem esforço consciente, e isso é o tão desejado défice calórico: a lei da termodinâmica não muda. O fármaco não derrete gordura nem acelera o metabolismo, apenas cria as condições para comer menos.

Uma das razões pelas quais estes fármacos resultam tão bem é a motivação constante. Num processo de emagrecimento, os primeiros três meses costumam ser onde mais gente desiste, precisamente quando a motivação inicial se esgota antes dos resultados aparecerem. Com o apetite reduzido pelo fármaco, a perda de peso é mais constante, e isso sustenta a motivação de uma forma que fazer tudo sozinha, só com mudança de hábitos, normalmente não consegue no mesmo ritmo. Não torna o processo fácil, continua a haver efeitos a gerir, mas ajuda a manter a pessoa no processo.

Quais são os efeitos secundários do Ozempic e do Mounjaro?

Os mais comuns e mais relatados são gastrointestinais, sobretudo no início do tratamento:

  • Náuseas
  • Vómitos
  • Diarreia
  • Obstipação

Há mulheres que não sentem praticamente nada disto. Há outras que reportam que, com elas, o tratamento simplesmente não resultou, ou que o abandonaram exatamente por causa destes efeitos, porque são demasiados para gerir no dia a dia.

Há ainda um risco indireto: o de ficar dependente do fármaco sem nunca ter respondido à pergunta “o que é que vai sustentar estes resultados quando eu parar?”. Se a resposta não existir, o problema só está adiado.

Qual o maior risco conhecido do Ozempic e Mounjaro?

A perda de massa muscular.

Quando a perda de peso é rápida, o corpo vai buscar energia a tudo o que tem, não só à gordura. Uma parte considerável do peso perdido tende a ser massa muscular, sobretudo sem acompanhamento nutricional ou treino de força. Essa perda acontece de qualquer forma, mesmo com acompanhamento, só que é maior sem ele.

Vale a pena separar os dois números: o peso na balança e a gordura em si não são a mesma coisa. Uma pessoa com 80 ou 90 kg não tem 80 ou 90 kg de gordura. Tem massa muscular, órgãos, água retida, muito mais do que só tecido adiposo. O que interessa perder é gordura, não peso a direito, e a balança ou o IMC nem sempre mostram essa diferença.

Treino de força em casa, alternativa a Ozempic e Mounjaro para emagrecer

Para a mulher, depois dos 30, isto pesa muito além da estética:

  • A massa muscular já se perde a um ritmo mais acelerado do que nos homens a partir desta idade;
  • Esse ritmo agrava-se na perimenopausa e na menopausa, com a sarcopenia;
  • Menos massa muscular aumenta o risco de doenças cardiovasculares, e também de Alzheimer e Parkinson;
  • Ter mais massa muscular ajuda a prevenir estas doenças, além de dar mais força e vitalidade no dia a dia.

O Filipe Simões comenta: “Tenho pensado muito nisto desde que li sobre o Chuck Norris. Morreu aos 86 anos, mas aos 85 ainda fez uma das caminhadas mais exigentes dos Estados Unidos. Um ano antes de morrer, tinha essa capacidade física. Isso não acontece por acaso, acontece quando se passa a vida toda a preservar e a trabalhar o músculo. Depois olho para a minha avó, praticamente da mesma idade. Há seis ou sete anos que se move muito pouco e já depende de outras pessoas para o dia a dia. É a mesma faixa etária, mas a qualidade de vida é completamente diferente.”

Não se trata só de chegar mais longe. Trata-se de como se vai chegar lá.

O que reduz este risco durante o tratamento é o treino de força e proteína suficiente na alimentação. Se a ingestão de proteína for baixa, a perda muscular que já é esperada, torna-se ainda mais difícil de travar.

Porque é que a maioria recupera o peso quando termina o tratamento com Ozempic ou Mounjaro?

Há ainda poucos estudos de longo prazo sobre estes fármacos, exatamente porque são recentes. Mas os que existem apontam na mesma direção: uma grande percentagem das pessoas recupera o peso depois de terminar o tratamento, com valores citados a rondar os 60% num ano.

O tratamento elimina o sintoma – o excesso de peso -, mas não vai à causa que levou a pessoa a chegar à obesidade. Essa causa pode ser:

Se nenhum destes aspetos for trabalhado em paralelo com o tratamento, é quase garantido que o peso volta assim que o medicamento termina, porque as causas continuam lá. Os alimentos que são gatilhos continuam no mesmo sítio em casa. Enquanto o fármaco está ativo, a pessoa não sente vontade de lhes tocar, mas eles não desaparecem só porque o apetite está suprimido.

A Ana Alves, psicóloga da equipa BMFIT, costuma explicar isto através da questão da identidade. A pessoa sabe, lá dentro, que é o fármaco que está a sustentar a perda de peso, e continua a ver-se como “a pessoa que não sabe controlar-se com a alimentação“, porque essa identidade nunca foi trabalhada. Ela prefere não chamar a isto estabilidade: estabilidade é ter estrutura e segurança próprias. Estar sob o efeito do fármaco sem mudar mais nada é mais parecido com estar dentro de uma redoma: protegida, com os problemas lá fora, sem lhe chegarem. Quando se sai da redoma, está tudo exatamente igual.

Quando é que faz sentido usar o Ozempic ou o Mounjaro?

A obesidade é uma doença. Em casos de obesidade mórbida, com morbilidades associadas e risco de vida, pode fazer todo o sentido recorrer a estes fármacos desde o início, para reduzir esse risco enquanto se constrói o resto.

Enquanto o apetite está reduzido, é a janela de oportunidade ideal para aprender a comer bem, sobretudo para quem tem impulsos alimentares difíceis de gerir. É o momento certo para introduzir proteína na quantidade certa, estruturar as refeições e começar a mexer mais o corpo, sem o esforço parecer tão grande.

Fora destes casos, para quem só quer perder alguns quilos, sem obesidade nem risco de saúde associado, os riscos tendem a pesar mais do que o benefício de curto prazo:

  • Perda de massa muscular;
  • Reganho de peso quando o tratamento termina;
  • Ficar dependente do fármaco sem nunca ter mudado o que trouxe a pessoa até ali.
Infográfico Ozempic e Mounjaro: como atuam no organismo, efeito no apetite e risco de perda de massa muscular

O que fazer se estás a considerar o Ozempic ou o Mounjaro

Se estás a pensar nestes fármacos, a pergunta mais honesta que podes fazer é: o que está por resolver na tua relação com a alimentação?

É essa relação, os gatilhos, os padrões de comportamento, que vai determinar o resultado a longo prazo, com o fármaco ou sem ele. O fármaco pode reduzir o apetite. Mas não resolve:

  • O hábito de comer por stress quando chegas a casa destruída depois de um dia de trabalho e filhos
  • O piloto automático à noite
  • A culpa que vem a seguir

É com mais de 300 mulheres que já acompanhámos que vemos este padrão repetir-se: quem trabalha a relação com a comida mantém os resultados. Quem só suprime o apetite, volta ao ponto de partida quando o efeito passa. Não é fácil, mas é o único caminho com resultados que ficam.

Este artigo tem fins informativos e não substitui aconselhamento médico. Qualquer decisão sobre medicação deve ser tomada com um médico.

Perguntas Frequentes

Ozempic e Mounjaro

O Ozempic funciona mesmo para emagrecer?

Funciona. O mecanismo está comprovado: imita uma hormona que regula o açúcar no sangue, abranda a digestão e aumenta a saciedade, e a pessoa cria um défice calórico ao comer menos. O que não faz é queimar gordura diretamente ou alterar o metabolismo.

Quais são os efeitos secundários do Ozempic?

Os mais comuns são náuseas, vómitos, diarreia e obstipação, sobretudo no início do tratamento. O risco mais conhecido é a perda de massa muscular, que tende a agravar-se sem treino de força nem proteína suficiente na alimentação.

O que acontece quando se para de tomar Ozempic?

O apetite regressa. Se durante o tratamento não houve mudança de hábitos ou da relação com a comida, o peso tende a voltar. Os dados disponíveis, ainda escassos por ser um fármaco recente, apontam para uma grande percentagem de pessoas a recuperar o peso perdido dentro de um ano.

Posso tomar Ozempic sem ser diabética?

A indicação original é para diabetes tipo 2. A aprovação para obesidade veio depois. A decisão de prescrever ou não o medicamento deve ser sempre tomada por um médico, nunca uma escolha para tomar sozinha.

O Ozempic causa perda de músculo?

Sim, há esse risco, especialmente em perdas de peso rápidas e sem acompanhamento. O que reduz esse risco é treino de força durante o tratamento e ingestão adequada de proteína.

Ep.60 – Porque parei de emagrecer?

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Publicado Maio 17, 2026
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Resumo do Episódio

O que significa mesmo parar de emagrecer?

Parar de emagrecer pode querer dizer duas coisas muito diferentes, e a confusão entre elas é o que leva tanta gente a desistir sem necessidade. Uma coisa é o peso estar mesmo parado, sem se mexer, durante várias semanas seguidas. Outra, bem mais comum, é o peso não estar a descer à velocidade que tinhas na cabeça.

A maioria das mulheres que chega à BMFIT já passou por isto: uma semana em que a balança não desceu foi razão suficiente para achar que estava tudo estragado. E não estava. O peso vai flutuar ao longo do mês, tendo em conta o ciclo menstrual, os níveis hormonais, a quantidade de sal ou de hidratos que comeste no dia anterior. Comeste uma refeição mais salgada ontem? É expectável que hoje retenhas mais líquido e que a balança marque mais. Isso não apaga o trabalho que fizeste na semana toda.

Porque parei de emagrecer mesmo quando estou a fazer o que é suposto?

O teu corpo está a adaptar-se ao défice calórico que lhe estás a dar, e essa adaptação também muda a velocidade a que perdes peso ao longo do processo. No início, quando o estímulo é novo, o corpo responde mais depressa. Com o tempo, ele começa a perceber que está a receber menos e ajusta-se para continuar a funcionar bem com isso. É um mecanismo de sobrevivência, não um sinal de que algo correu mal.

Há vários fatores que empurram o peso para cima ou para baixo sem que isso tenha alguma coisa a ver com gordura a mais ou a menos:

  • Ciclo menstrual e variações hormonais ao longo do mês
  • Retenção de líquidos, muitas vezes ligada a refeições com mais sal ou mais hidratos
  • Adaptação metabólica ao défice calórico, sobretudo depois das primeiras semanas
  • Trânsito intestinal mais lento nalguns dias

Nenhum destes factores, ciclo menstrual, hormonas, retenção de líquidos ou adaptação metabólica, aparece isolado na balança. Aparecem todos misturados, e é por isso que um único número, num único dia, diz muito pouco sobre o que realmente está a acontecer ao teu corpo.

Porque é que a maioria desiste exatamente quando acha que parou de emagrecer?

Precisas de sentir que o esforço está a valer a pena quase de imediato. Quando esse sinal não aparece, a vontade de continuar começa a esvair-se. É simplesmente como a nossa cabeça funciona. Culturalmente, desde pequenas que nos ensinaram que perder peso é comer pouco e mexer muito, como se houvesse uma equação simples com resposta imediata. Cria-se a expectativa de que, se hoje comeste bem e foste treinar, amanhã já devias ver diferença.

É aqui que entra aprender a tolerar a frustração. Não há atalho para isto. Ninguém consegue manter, durante muito tempo, um comportamento que sente que não está a trazer benefício nenhum. A diferença está em onde vais buscar esse benefício. Se for só na balança, vais sentir-te sempre por resolver.

“Parei de emagrecer à velocidade que queria”, e agora?

Achar que devias perder num mês aquilo que levaste anos a ganhar é uma leitura injusta do processo, e é esse pensamento de tudo-ou-nada que leva a maior parte das mulheres a desistir. Não engordaste dez ou quinze quilos de um dia para o outro. Levaste tempo a lá chegar. Faz sentido que precises de algum tempo para os perder.

Imagina que estás a subir uma escadaria com 500 andares. Todos os dias sobes um andar. E todos os dias olhas para cima e pensas: já devia estar lá em cima. No dia seguinte sobes mais um andar, e continuas a pensar: ainda faltam quase 400 e tal. Estás sempre a olhar para o topo, nunca para o andar que já subiste. É esse olhar que faz desistir, não o facto de não estares a progredir. Se começares a dividir o caminho por fases, por metas mais pequenas, o progresso fica visível de outra forma.

Como posso olhar para o progresso sem depender só da balança?

Existem sinais de progresso que aparecem muito antes do peso começar a refletir a mudança, e são precisamente esses que a maioria das mulheres ignora por estar concentrada só num número. Na BMFIT costumamos dizer que quem perdeu não tem mais para perder: no processo de recomposição corporal, perde-se gordura ao mesmo tempo que se ganha massa muscular, e a balança não distingue as duas coisas.

Sinal de progresso O que observar Com que frequência olhar
📏 Medições corporais Cintura, anca, coxa — costumam mudar antes do peso A cada 2-3 semanas, sempre à mesma hora do dia
📸 Fotografias de comparação Tira uma foto por mês, com a mesma luz e roupa. Ao comparar dia a dia não se vê nada; ao comparar mês a mês, vê-se tudo Uma vez por mês
⚡ Energia ao longo do dia Sentires-te menos cansada a meio da tarde já é um resultado Repara nisto ao longo da semana, não num dia isolado
😴 Qualidade do sono Dormir melhor é um efeito direto de estares a cuidar melhor do corpo Todas as noites, sem obsessão com números
👖 Roupa Aquela peça que já não vestias Sempre que a voltares a vestir

Há uma razão para isto ser difícil de perceber ao espelho todos os dias: as mudanças acontecem em percentagens tão pequenas que, olhando diariamente, o cérebro não as regista. É como acontece com os filhos: os pais não notam que a criança cresceu, mas basta um tio que não a via há dois meses para dizer que ela cresceu imenso. A diferença fica óbvia para quem esteve ausente algum tempo, não para quem está a observar todos os dias.

O mesmo é válido para a balança. Pesares-te todos os dias e perderes 300 gramas diárias pode não te parecer quase nada, e vais chegar ao fim da semana frustrada por só teres perdido isso, todos os dias, sem conseguires fazer a soma. Sete dias a 300 gramas já é mais de dois quilos numa semana. A obsessão pelo número diário rouba a visão do conjunto.

Porque é que te comparares com outras pessoas rouba o teu progresso?

Comparares a tua semana três com o ano dois de outra pessoa distorce completamente a forma como vês o teu próprio progresso, e é uma das razões mais comuns para se desistir a meio do processo. Vês alguém que perdeu dois quilos e tu perdeste um, e a primeira pergunta que surge é: porque é que eu não perdi mais? Esquece-se, nesse momento, que conseguiste preparar as refeições da semana toda e fazer os treinos que tinhas planeado.

Essa comparação constante costuma trazer outro problema: leva a mudar de estratégia com demasiada frequência. Vês alguém a fazer algo diferente, mudas o que estavas a fazer, e pouco depois aparece outra pessoa com outra abordagem, e mudas outra vez. A consistência vem de continuares com o que já estavas a fazer, antes de veres o que a outra pessoa publicou hoje.

Perguntas Frequentes

Porque parei de emagrecer?

Uma coisa é o peso estar mesmo parado, sem se mexer, durante várias semanas seguidas. Outra, bem mais comum, é o peso não estar a descer à velocidade que tinhas na cabeça.

Quanto tempo é normal a balança ficar parada?

Uma ou duas semanas sem o peso descer, dentro de um processo de perda de peso saudável, é normal e não significa que o processo parou. O corpo está a adaptar-se, e fatores como o ciclo menstrual ou a retenção de líquidos podem esconder o resultado real durante esse período.

O peso estagnado significa que não estou a perder gordura?

Não necessariamente. Podes estar a perder gordura e a ganhar massa muscular ao mesmo tempo, o que mantém o peso semelhante na balança mesmo com mudanças reais no corpo. É por isso que medições, fotografias e a forma como a roupa assenta contam tanto quanto o número na balança.

Parei de emagrecer, quando devo preocupar-me com uma estagnação na perda de peso?

Se o peso estiver parado há várias semanas seguidas, mesmo tendo em conta o ciclo e a retenção de líquidos, e sem mudanças visíveis nas medições, energia ou roupa, faz sentido rever o plano com quem te acompanha em vez de continuar às escuras.

Ep.50 – Exercício físico e saúde mental

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Publicado Maio 1, 2025
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Resumo do Episódio

Ep.48 – Mitos e verdades sobre emagrecimento sustentável

Filipe Simões
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Beatriz Jorge Nutricionista e Fundadora BMFIT Cédula Profissional 5266N Ver bio
Publicado Abril 28, 2026
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Resumo do Episódio – Mitos e verdades sobre emagrecimento

Mito sobre emagrecimento #1: “Se eu não suar, não estou a queimar gordura”

Este é um dos mitos mais antigos do fitness e também um dos mais enganadores.

👉 Suar não significa queimar gordura.

O suor é apenas o mecanismo do corpo para regular a temperatura. Se isso fosse sinónimo de emagrecimento:

  • Estar numa sauna faria emagrecer;
  • Pessoas em países quentes seriam todas magras.

E sabemos que isso não acontece.

O que muitas mulheres fazem é associar:

  • Mais suor = melhor treino
  • Mais cansaço = mais resultados

Mas na prática, um treino eficaz não é o que te deixa encharcada, é o que cria adaptações no corpo a longo prazo.

👉 A verdade é esta, se queres emagrecer: 

O que determina a perda de gordura é o balanço energético e o estímulo certo ao corpo — não a quantidade de suor.

Mito sobre emagrecimento #2: “O cardio é o melhor treino para emagrecer”

O cardio não é o vilão, mas também não é o herói principal, especialmente para mulheres acima dos 30.

O que acontece muitas vezes:

  • Muito cardio
  • Déficit calórico agressivo
  • Peso baixa rápido

Mas… o corpo não perde só gordura. Perde também massa muscular.

Resultado?

  • Corpo mais flácido
  • Metabolismo mais lento
  • Dificuldade em manter o peso

👉 A verdade para quem quer emagrecer: 

O treino de força deve ser a base da perda de peso sustentável.

O treino de força:

  • Preserva (e pode aumentar) a massa muscular
  • Ajuda a perder gordura, não só peso
  • Melhora a densidade óssea
  • Dá forma ao corpo

E não, não precisas de ginásio. Dá para começar em casa, só com o peso do corpo.

Mito sobre emagrecimento #3: “Hidratos de carbono à noite engordam”

Este mito merece mesmo acabar.

👉 Os hidratos não engordam.
👉 Comer à noite não engorda.

Na verdade, o que faz alguém engordar é simples:

Consumir mais calorias do que aquelas que gasta.Ponto final.

Se gastas 1700 kcal e comes 1500 kcal, vais emagrecer, mesmo que essas calorias incluam arroz, massa ou pão à noite.

O problema é que:

  • Muitas dietas cortam hidratos
  • Ao cortar um grupo alimentar inteiro, as calorias descem
  • A pessoa emagrece
  • Culpa os hidratos

Mas não foi o arroz.
👉 Foi o défice calórico.

Mito sobre emagrecimento #4: “Para emagrecer tenho de cortar tudo o que gosto”

Este é um dos mitos mais perigosos porque leva a ciclos de:

👉 Emagrecer não tem de ser sofrimento.

É perfeitamente possível:

  • Comer chocolate
  • Ir a um jantar fora
  • Comer sushi, pizza ou gelado

E ainda assim emagrecer.

Desde que:

  • As quantidades façam sentido
  • O contexto alimentar esteja equilibrado
  • O défice calórico exista

👉 Qual é então a verdade que responde a este mito?

A melhor dieta é aquela que consegues manter.

Se não consegues viver assim para sempre, não vai funcionar a longo prazo.

Mito sobre emagrecimento #5: “O meu metabolismo é lento, por isso não consigo emagrecer”

Sim, o metabolismo abranda com a idade, especialmente nas mulheres.

Mas não abranda ao ponto de justificar:

  • +10
  • +15
  • +20 quilos

O que muda mais com o tempo é:

  • Menos movimento
  • Mais stress
  • Pior sono
  • Alimentação mais desorganizada

👉 Na Verdade o metabolismo é apenas uma pequena parte da equação.

Quando a mulher percebe que:

  • Há coisas que controla
  • Pequenas mudanças fazem grande diferença
  • Não está “estragada”

Os resultados começam a aparecer.

Mito sobre emagrecimento #6: “Se fizer treino de força vou ficar demasiado musculada”

Este medo é muito comum e completamente infundado.

👉 As mulheres não produzem testosterona suficiente para “ficarem grandes” só por fazer treino de força.

O que acontece na realidade:

  • Corpo mais firme
  • Menos flacidez
  • Mais força
  • Melhor postura
  • Melhor metabolismo

👉 A Verdade: o treino de força deixa-te mais tonificada, não masculina.

Conclusão: O que realmente funciona no emagrecimento

Se tivéssemos de resumir tudo isto:

✔️ Não é suar mais
✔️ Não é fazer só cardio
✔️ Não é cortar hidratos
✔️ Não é passar fome
✔️ Não é sofrer

👉 É informação correta + estratégia sustentável + consistência.

Quando o processo faz sentido, o corpo responde.

E o mais importante:
👉 Perdes peso sem perder qualidade de vida.

Ep.47 – Quero emagrecer, mas ando à espera do momento certo. Spoiler: ele não vai chegar

Filipe Simões
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Beatriz Jorge
Beatriz Jorge Nutricionista e Fundadora BMFIT Cédula Profissional 5266N Ver bio
Publicado Abril 22, 2026
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Resumo do Episódio

Quero emagrecer, mas…existe mesmo um momento certo para começar a emagrecer?

Esperar pelo momento ideal para começar a emagrecer é um erro comum, e a verdade é que esse momento nunca vai chegar, porque a vida nunca vai ter todas as áreas alinhadas ao mesmo tempo.

Há sempre qualquer coisa. Um filho muda de escola e a rotina toda se desfaz. Um familiar adoece. Surge um prazo de entrega em cima da hora. Isto não é falta de sorte, é a vida a acontecer, como acontece a qualquer pessoa. E enquanto estiveres à espera de uma fase sem nenhum destes obstáculos, vais continuar a adiar. Quanto mais tempo passa nessa espera, maior a frustração de continuar no mesmo sítio, sem te sentires bem contigo própria.

Porque é que a motivação não chega para emagrecer?

A motivação não chega para sustentar uma mudança porque é um sentimento instável: está presente nalguns dias e ausente noutros, e basear o início numa coisa que vai e vem deixa-te sempre a zero quando ela desaparece.

Acordas motivada, decides começar. No dia seguinte já não estás motivada e já não fazes nada. Não é uma questão de caráter, é a natureza da própria motivação. Se dependes dela para agir, ficas refém de um estado emocional que não controlas.

E há aqui um ponto que passa despercebido: as circunstâncias perfeitas, quando existem, tornam tudo mais fácil: ter tempo para treinar, para preparar refeições, para descansar. O problema é achar que a vida vai ficar assim de forma permanente. Vai haver fases em que os miúdos andam numa escola perto de casa e há tempo de sobra, e outras em que mudam de escola e a rotina inteira desmorona. Ficar à mercê dessas condições, em vez de aprender a adaptar-te a elas, é o que prende a maioria das mulheres num ciclo de paragens e recomeços.

quero emagrecer diz a mãe com filhos pequenos e faz treino na sala com filha

Quero emagrecer mas não tenho força de vontade: será mesmo isso?

Na maior parte dos casos não é falta de força de vontade, é o hábito de querer começar a 100%, que cria uma expectativa de esforço e de resultado que ninguém consegue sustentar.

As redes sociais alimentam esta expectativa. Mostram sempre o início e o fim, nunca o processo, e criam a sensação de que a mudança acontece de forma rápida e sem esforço. Há também o efeito da comparação: ver alguém a treinar às 4 da manhã, a preparar refeições para a família toda e a gerir tudo com aparente facilidade, sem saber nada sobre o apoio que essa pessoa tem em casa. Uma influencer conhecida, mãe de gémeos, chegou a gravar um vídeo a avisar as seguidoras: “não se comparem a mim, eu tenho duas amas que cuidam dos meus bebés para eu conseguir treinar tranquila.” Foi honesta sobre isso. Mas é rara essa honestidade, e a maioria continua a comparar-se com uma realidade que não é a sua.

Quero emagrecer com saúde: porque funciona melhor começar aos poucos?

Começar com passos pequenos funciona melhor do que mudar tudo de uma vez, porque reduz a distância entre a tua rotina atual e o que estás a pedir ao teu corpo e à tua cabeça para sustentarem.

Em vez de decidir treinar seis vezes por semana, dormir nove horas e mudar a alimentação toda no mesmo dia, o primeiro passo pode ser treinar uma vez por semana. Ou beber 1,5 litros de água por dia. O primeiro passo pode ser pequeno, só o suficiente para conseguires manter na semana seguinte, e na seguinte a essa.

Definir bem o que significa “começar” é, muitas vezes, o primeiro trabalho a fazer.

Quero emagrecer, mas a vida complica-se: o que fazer?

Definir um mínimo garantido para os dias e semanas más, em vez de uma única meta de sucesso, é o que evita que uma semana caótica se transforme em desistência total.

Quando o objetivo é só um (por exemplo, quatro treinos por semana), qualquer coisa abaixo disso é vivida como falhanço. Três treinos, dois treinos, zero treinos, tanto faz, a sensação é a mesma: falhei. Este é o ponto onde a maioria das mulheres desiste, mesmo tendo feito mais de metade do que se propôs.

A alternativa é definir dois números em vez de um: o teto, que é o objetivo quando tudo está alinhado, e o mínimo não negociável, que é aquilo que garantes mesmo numa semana em que o marido não pode ir buscar os miúdos, há prazos de entrega no trabalho e o stress está no limite. Se o teto são quatro treinos no ginásio, o mínimo pode ser dois treinos em casa. Nessa semana difícil, cumprir os dois treinos em casa conta como sucesso, sem reduções nem “mas”.

Critérios Teto Mínimo não negociável
Quando se aplica Semanas normais, com rotina alinhada Semanas caóticas, com imprevistos
Exemplo (treino) 4 treinos no ginásio 2 treinos em casa
O que garante Progresso mais rápido Consistência, sem quebrar o hábito

O mesmo princípio aplica-se a caminhadas, a refeições, a qualquer hábito que estejas a tentar construir. A ideia central é sempre a mesma: ter sempre um ponto de sucesso possível, mesmo quando a vida não coopera.

quero emagrecer mais ainda não é o momento infografico BMFIT

Quero emagrecer urgente: porque é que essa pressa costuma sabotar o processo?

Querer resultados imediatos aumenta a exigência que colocas sobre ti própria: quanto maior a pressa, maior o risco de desistires ao primeiro sinal de que os resultados não vêm ao ritmo que esperavas.

Desistir, no fundo, é voltar ao ponto de partida. Imagina uma autoestrada: não conseguires ir a 120 km/h não significa que tenhas de fazer marcha atrás e voltar para casa. Podes ir a 80, a 100, mais devagar do que gostarias, mas ainda a avançar. Continuas a chegar lá.

Uma aluna passou por um momento de exagero alimentar numa noite. No dia seguinte, sentiu que estava “a voltar à versão inicial” dela própria. Mas essa versão inicial já não existia, porque no dia seguinte a esse exagero, ela treinou na mesma, tentou dormir cedo na mesma, manteve os hábitos que já tinha construído. Um deslize não apaga o caminho percorrido, a não ser que se decida que apaga.

O momento perfeito para começar é sempre uma decisão, nunca uma condição que apareça sozinha. É o momento em que decides cuidar de ti, ainda que de forma imperfeita, ainda que com menos tempo do que gostarias.

Perguntas Frequentes

Quero emagrecer, mas ando à espera do momento certo

Quanto mais tempo passa nessa espera, maior a frustração de continuar no mesmo sítio, sem te sentires bem contigo própria.

Quero emagrecer mas sinto que nunca tenho força de vontade. É esse o problema?

Na maioria dos casos, não. O que costuma faltar não é força de vontade, é um ponto de sucesso realista. Quando o único objetivo é “perfeito ou nada”, qualquer semana imperfeita é vivida como falhanço, mesmo que tenhas feito a maior parte do caminho.

Quero emagrecer, mas não sei por onde começar. Existe um primeiro passo certo?

Não há um primeiro passo universal, mas há um erro comum a evitar: querer mudar tudo ao mesmo tempo. Começar por um hábito pequeno e sustentável — um treino por semana, por exemplo — funciona melhor do que uma mudança radical que dura duas semanas e depois desaparece.

Quero emagrecer com saúde, sem dietas radicais. Como faço?

Evitando decidir tudo de forma extrema desde o início. Cortar hidratos, açúcar e tudo o resto ao mesmo tempo cria uma perceção de esforço tão grande que, quando os resultados não acompanham esse esforço, a tendência é desistir por completo. Mudanças pequenas e mantidas ao longo do tempo pesam mais do que restrições rígidas de curta duração.

Quero emagrecer, como fazer isso de forma que realmente resulte a longo prazo?

Definindo um mínimo que consigas cumprir mesmo nas semanas más, em vez de uma única meta de “tudo ou nada”. Quando o único objetivo é a versão perfeita da semana, qualquer imprevisto — um prazo de trabalho, um filho doente — é vivido como falhanço total, mesmo que tenhas feito a maior parte do que tinhas planeado.

Quero emagrecer urgente. Existe alguma forma rápida e segura?

Não há um atalho seguro para resultados rápidos. Quanto maior a pressa, maior a exigência que se coloca sobre o próprio corpo e sobre a própria cabeça e maior o risco de desistir ao primeiro sinal de que os resultados não vêm ao ritmo desejado. Consistência ao longo do tempo costuma pesar mais do que velocidade inicial.

Quero emagrecer 20 kg urgente. É possível fazer isso rápido?

Um objetivo desta dimensão pede tempo, não pressa. Tentar acelerar um processo assim costuma levar a restrições demasiado rígidas para durar e quando a motivação inicial passa, o risco de desistir por completo é maior do que se o ritmo tivesse sido mais realista desde o início.

Quero emagrecer 10 kg. Isso é possível sem passar fome?

É possível, e sem cortar por completo os alimentos de que gostas. O erro mais comum, quando o objetivo é maior, é começar com restrições muito rígidas o que aumenta a vontade daquilo que se corta e torna a mudança mais difícil de manter do que se fosse feita aos poucos.

Quero emagrecer 5 kg e não voltar a engordar. O que tenho de fazer?

Para perder 5 kg e não voltar a engordar, aposta numa perda gradual e sustentável: cria um défice calórico moderado, privilegia alimentos nutritivos e ricos em proteína, mantém uma rotina de atividade física e dorme bem. Evita dietas muito restritivas. Depois de atingires o peso desejado, mantém os hábitos adquiridos e ajusta a alimentação gradualmente para estabilizar o peso.

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Filipe Simões
Filipe Simões CEO e fundador do BMFIT, Personal Trainer Ver bio
Beatriz Jorge
Beatriz Jorge Nutricionista e Fundadora BMFIT Cédula Profissional 5266N Ver bio
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Ana Alves Psicóloga, Coordenadora e Fundadora BMFIT Cédula Profissional OPP 26414 Ver bio
Publicado Abril 20, 2026
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