Ep.15 – Dormir emagrece ou engorda? O impacto do sono na tua gordura abdominal

Filipe Simões
Filipe Simões CEO e fundador do BMFIT, Personal Trainer Ver bio
Beatriz Jorge
Beatriz Jorge Nutricionista e Fundadora BMFIT Cédula Profissional 5266N Ver bio
Publicado Fevereiro 16, 2026
Tempo de leitura — min

Resumo do Episódio

Porque é que dormir mal te faz ganhar peso?

Dormir mal mexe com as tuas hormonas do apetite, sobe o teu nível de stress e baixa as calorias que o teu corpo gasta só por estares viva.

Indicadores Sono suficiente e de qualidade Sono insuficiente ou de má qualidade
Grelina (fome) Regulada Aumenta: sentes mais fome
Leptina (saciedade) Regulada Diminui: sentes menos saciedade
Cortisol (stress) Desce durante a noite, normaliza Não recupera: mantém-se elevado
Gordura abdominal Sem sinal de “alerta” para acumular O corpo acumula mais gordura abdominal, como proteção
Metabolismo basal Mantém-se Reduz o metabolismo basal, oq ue significa menos calorias gastas em repouso
Recuperação muscular Normal Diminuída

Porque sentes mais fome quando dormes mal?

Dormir pouco sobe a grelina, a hormona que te diz que tens fome, e baixa a leptina, a que te diz que já estás saciada. 

Quando dormes menos do que precisas, o teu cérebro recebe menos sinal de “já chega” e mais sinal de “come”. Ao mesmo tempo, ativa-se um sistema de recompensa que te empurra especificamente para o que tem mais açúcar, mais gordura e mais sal. Parece gula, mas é o teu corpo, cansado, a tentar compensar de alguma forma a energia que não teve durante a noite.

Esta troca entre grelina e leptina explica uma coisa que vemos muito no acompanhamento online: mulheres que chegam a dizer “o problema sou eu, são os doces, não me consigo controlar”. A primeira coisa que vamos ver pode não ser a comida, mas o sono. Melhora-se o sono, e a vontade de doces começa a mudar sozinha.

Porque é que o cortisol te faz acumular gordura na barriga?

O cortisol elevado por noites mal dormidas faz o teu corpo guardar gordura à volta dos órgãos, como forma de se proteger.

O cortisol é a hormona do stress. Ao longo do dia vai subindo. Trabalho, trânsito, filhos, mil coisas, e é durante o sono que desce de volta aos níveis normais. Se dormes pouco, essa descida não acontece como devia, e acordas já com o nível mais alto do que devia estar.

Há aqui outro efeito: o cortisol alto deixa-te mais irritável, muda-te o humor, e isso costuma trazer mais episódios de fome emocional. Estás stressada, ansiosa, e a comida vira o sítio onde vais buscar conforto. Depois é mais uma bola de neve: o cortisol alto leva a comer mais, comer mais nem sempre ajuda a dormir melhor, e o ciclo repete-se.

Chegas a casa já esgotada do trabalho, ainda tens o jantar, o banho dos miúdos, tudo. E a pergunta que costumo fazer é esta: quando chegas a casa, dás o teu máximo aos teus filhos, ou dás o que sobra de ti? Para e pensa nisto, porque se não cuidas de ti agora, isto acumula-se. E quanto mais tempo deixares andar, mais difícil vai ser mudar.

Cuidar melhor da alimentação, do sono, treinar com regularidade, nada disto é simples… Mas fazer esta mudança hoje vai ser sempre mais fácil do que fazê-la daqui a 5 anos, com mais 5 anos destes hábitos em cima.

Dormir pouco baixa o metabolismo?

Dormir menos baixa as calorias que o teu corpo gasta só por existires, e é por isso que um défice calórico que devia estar certo deixa de bater certo.

O teu metabolismo basal é tudo o que gastas parada: a respirar, a fazer o coração bater, a manter o corpo a funcionar. O Filipe Simões costuma dar este exemplo às alunas, só para ilustrar a escala: uma mulher que dorme bem e gasta por volta de 2000 kcal em repouso pode passar a gastar 1400 ou 1500 só por passar a dormir 5 horas em vez de 8 ou 9. Os números variam de pessoa para pessoa, mas a direção é sempre a mesma: menos sono, menos gasto. Porquê? Porque o corpo, com o cortisol elevado, entra em modo de sobrevivência e trava o gasto como forma de se proteger.

Se essa mulher continua a comer exatamente o mesmo, com o mesmo treino, a mesma rotina, mas o corpo passou a gastar menos, ela deixa de estar em défice. Fica em excedente. E a única coisa que mudou foi o sono.

É por isso que uma mulher em défice calórico correto às vezes não perde peso: o corpo dela pode estar a queimar muito menos calorias do que ela pensa, só por dormir mal.

A duração do sono importa mais do que a qualidade?

Mesmo sem conseguires dormir 8 horas seguidas, melhorar a qualidade do sono que já tens muda o teu apetite e a tua recuperação.

Sei que muitas de vocês, a ler isto, estão a pensar: sim, tudo bem, mas eu não consigo dormir mais do que 6 horas, tenho que acordar cedo, tenho os miúdos, tenho o trabalho. E percebo perfeitamente. Às vezes não é possível aumentar a quantidade. Mas dá quase sempre para melhorar a qualidade, e isso, sozinho, já muda muita coisa.

Existe um número de horas ideal, claro que sim. Mas contam muito mais as horas que dormes bem do que um número qualquer que não estás a conseguir cumprir de qualquer forma. Não precisas de perseguir a perfeição do sono. Precisas de deixar de o negligenciar por completo.

Dormir com qualidade é essencial para a recuperação, o equilíbrio hormonal e o controlo do peso.

O sono afeta a recuperação muscular e os resultados do treino?

É a dormir que o músculo recupera. Sem sono suficiente não vês resultados apesar de treinares.

O músculo não cresce durante o treino. No treino, tu danificas as fibras musculares. É durante o sono que essas fibras se reparam e crescem, é aí que entra a síntese proteica, o processo que usa a proteína que comeste para reconstruir o que foi desgastado. E isto acontece em maior quantidade precisamente durante a noite.

Se treinas, treinas, treinas, mas não dormes o suficiente para recuperar, estás só a acumular dano sem dar tempo ao corpo para reparar. O resultado é o clássico: treinas cada vez mais, sentes-te cada vez mais cansada, e os resultados não aparecem. O esforço está lá. O que falta é recuperação, e é a dormir que ela acontece. Sem ele, o risco de lesão também sobe.

Dormir engorda ou emagrece? Infográfico sobre sono, hormonas, metabolismo e emagrecimento.

Como melhorar a qualidade do sono sem dormir mais horas?

  • Cria um ambiente escuro e fresco. Persianas e portas bem fechadas, sem luz nenhuma a entrar. Se não conseguires escurecer completamente o quarto, uma máscara de dormir ajuda bastante. E o frio também conta: dormes melhor num quarto mais fresco do que num quarto quente.
  • Corta a cafeína a partir das 15h. Mesmo que sintas que “o café não te tira o sono”, ele continua a afetar a qualidade dessas horas, mesmo que adormeças sem dificuldade aparente.
  • Evita o álcool à noite. O álcool afeta particularmente o sono REM, a fase mais profunda, ligada à consolidação de memória e ao bem-estar. Aquela ressaca emocional do dia a seguir a uma noite de copos não é só o álcool em si. É também o sono REM que não aconteceu como devia.
  • Mantém sempre o mesmo horário, também ao fim de semana. Deitar e acordar à mesma hora todos os dias regula o teu ritmo circadiano. Desregular ao fim de semana, deitar mais tarde à sexta, ao sábado, ao domingo, é o motivo pelo qual a segunda-feira custa tanto mais do que devia.
  • Deixa o telemóvel fora do quarto pelo menos meia hora a uma hora antes de deitar. O scrolling mantém o cérebro em atividade, a receber informação, cores, estímulo, e depois esperas que ele desligue de repente. Não desliga assim. Troca por um livro em papel, se conseguires: numa folha, vais ao teu ritmo; no telemóvel, é ele que te comanda.
  • Reduz a luz forte à noite. Luzes mais amarelas e mais quentes ajudam o cérebro a perceber que está na hora de ir desacelerando.
  • Experimenta técnicas de relaxamento antes de deitar. Uma respiração mais consciente, alguns minutos de meditação, qualquer coisa que ajude o cortisol a começar a descer antes de entrares na cama.

Nenhuma destas mudanças pede mais horas de sono, mas fazem a diferença.

Perguntas Frequentes

Dormir Emagrece ou Engorda?

Dormir emagrece ou engorda?

Por si só, dormir bem não emagrece automaticamente, mas dormir mal engorda, porque desregula as hormonas da fome, sobe o cortisol e baixa o metabolismo basal. Cuidar do sono é uma condição para o resto do teu esforço fazer efeito, não uma solução isolada.

Quantas horas preciso de dormir para emagrecer?

O ideal costuma situar-se entre as 7 e 9 horas, mas o que mais importa no dia a dia é a qualidade dessas horas. Se não consegues chegar a esse número, melhorar o ambiente de sono e os hábitos antes de deitar já traz resultado.

Uma noite mal dormida já afeta o peso?

Uma única noite não vai mudar o teu peso, mas já mexe com o apetite e com a vontade de comer alimentos mais calóricos no dia seguinte. É a acumulação de várias noites assim, semana após semana, que tem impacto real no metabolismo e na gordura acumulada. Se sentes que estás sempre cansada, o sono é o primeiro sítio a olhar.

O que fazer se não consigo dormir mais horas por causa dos filhos ou do trabalho?

Foca-te no que consegues controlar mesmo sem aumentar a quantidade: ambiente escuro e fresco, sem telemóvel antes de deitar, horário fixo sempre que possível, menos cafeína a partir da tarde. Não precisas de dormir 8 horas para começar a sentir diferença. Precisas de dormir melhor as horas que tens.

Ep.14 – Dieta ioiô: porque perdes peso rápido e o ganhas de volta em dobro

Filipe Simões
Filipe Simões CEO e fundador do BMFIT, Personal Trainer Ver bio
Beatriz Jorge
Beatriz Jorge Nutricionista e Fundadora BMFIT Cédula Profissional 5266N Ver bio
Publicado Fevereiro 16, 2026
Tempo de leitura — min

Resumo do Episódio

Ep.13 – Perguntas e Respostas

Filipe Simões
Filipe Simões CEO e fundador do BMFIT, Personal Trainer Ver bio
Beatriz Jorge
Beatriz Jorge Nutricionista e Fundadora BMFIT Cédula Profissional 5266N Ver bio
Publicado Fevereiro 12, 2026
Tempo de leitura — min

Resumo do Episódio

Porque é tão difícil manter uma dieta até ao fim?

Muitas vezes, a dificuldade em manter uma dieta vem de uma estratégia demasiado restritiva, de mudanças radicais ou de metas pouco realistas.

Imagina uma mulher sedentária que quer perder 10 kg. De repente, decide treinar todos os dias, cortar hidratos à noite e comer duas saladas por dia. Pode conseguir durante uma ou duas semanas. Depois, fica exausta e desiste.

É o “8 ao 80” de que falamos no episódio.

A metáfora usada é a de uma criança a aprender a andar de bicicleta. Não começa numa bicicleta de adulto, sem apoio. Começa com algo que consegue controlar e vai progredindo.

Com os hábitos acontece o mesmo.

Metas demasiado agressivas também dificultam o processo. Se alguém ganhou 10 ou 15 kg ao longo de vários anos, esperar perder esse peso em um ou dois meses cria uma pressão difícil de sustentar.

Qual é o melhor treino para perder gordura?

Para perder gordura, o treino de resistência ou musculação é apresentado no episódio como uma das principais ferramentas, porque permite trabalhar a massa muscular e a composição corporal.

Quantas calorias devo comer por dia para emagrecer?

Não existe um número de calorias que sirva para todas as mulheres; a quantidade depende das necessidades energéticas de cada pessoa e do objetivo.

O episódio explica que é necessário começar por estimar o gasto energético e, a partir daí, criar um défice calórico. É referido um défice de 250 a 500 kcal. 

O registo alimentar também precisa de ser feito com atenção. Uma colher de azeite que fica por contabilizar ou pesar um alimento cru quando a aplicação está configurada para o peso cozinhado pode alterar bastante o resultado.

Por isso, antes de cortar ainda mais comida porque “o peso não desce”, vale a pena perceber se aquilo que está a ser registado corresponde realmente ao que está a ser consumido.

Posso comer saudável durante a semana e descontrolar-me ao fim de semana?

Um grande descontrolo alimentar ao fim de semana pode dificultar a perda de peso, mas a restrição excessiva durante a semana também pode estar a alimentar esse comportamento.

A lógica do “dia do lixo” pode criar uma sensação de prisão durante a semana e de liberdade total ao fim de semana. Depois aparecem episódios de comer muito, seguidos frequentemente por culpa.

Uma abordagem diferente é planear. Se sabes que sexta-feira tens um jantar fora, podes organizar o resto da semana tendo esse jantar em conta, sem precisares de passar o dia a comer apenas salada e frango grelhado.

Flexibilidade também é conseguir ir jantar a casa da mãe, comer o que está disponível e continuar o processo no dia seguinte.

Porque sinto tanta fome quando estou em défice calórico?

É normal que um défice calórico aumente a fome, porque estás a consumir menos energia do que aquela que o teu corpo gasta. Quanto maior for o défice, maior poderá ser essa dificuldade. 

Também pode ser útil aprender a distinguir fome física de vontade de comer, por exemplo quando estás aborrecida ou simplesmente procuras algo para fazer.

No episódio são referidas algumas estratégias para aumentar a saciedade, como incluir proteína e fibra e escolher alimentos com menor densidade energética e maior volume. 

Preciso de cortar os hidratos de carbono para emagrecer?

Não é necessário eliminar os hidratos de carbono para perder peso; a perda de peso depende da criação de um défice energético, e os hidratos podem fazer parte da alimentação.

É por isso que o episódio questiona ideias como “o pão engorda”, “não posso comer arroz” ou “tenho de cortar os hidratos à noite”.

Quando um alimento específico passa a ser visto como o culpado por tudo, fica mais difícil perceber o padrão alimentar completo.

Posso comer pão e ainda assim perder peso?

Sim, podes incluir pão numa alimentação orientada para perda de peso, desde que a alimentação global seja compatível com as tuas necessidades energéticas e nutricionais. 

Não precisas de deixar de comer a torrada de que gostas todos os dias só porque decidiste emagrecer.

Ep.12 – Alimentação e treino para emagrecer

Filipe Simões
Filipe Simões CEO e fundador do BMFIT, Personal Trainer Ver bio
Beatriz Jorge
Beatriz Jorge Nutricionista e Fundadora BMFIT Cédula Profissional 5266N Ver bio
Publicado Fevereiro 10, 2026
Tempo de leitura — min

Resumo do Episódio

Ep.11 – Como não desistir de emagrecer: a diferença entre metas que motivam e metas que destroem

Filipe Simões
Filipe Simões CEO e fundador do BMFIT, Personal Trainer Ver bio
Beatriz Jorge
Beatriz Jorge Nutricionista e Fundadora BMFIT Cédula Profissional 5266N Ver bio
Publicado Fevereiro 9, 2026
Tempo de leitura — min

Resumo do Episódio

Ep.10 – Dieta depois das festas: o que um pneu furado te pode ensinar

Filipe Simões
Filipe Simões CEO e fundador do BMFIT, Personal Trainer Ver bio
Beatriz Jorge
Beatriz Jorge Nutricionista e Fundadora BMFIT Cédula Profissional 5266N Ver bio
Publicado Fevereiro 7, 2026
Tempo de leitura — min

Resumo do Episódio

Ep.9 – Vida social vs vida fit: como equilibrar as duas sem sabotar nenhuma

Filipe Simões
Filipe Simões CEO e fundador do BMFIT, Personal Trainer Ver bio
Beatriz Jorge
Beatriz Jorge Nutricionista e Fundadora BMFIT Cédula Profissional 5266N Ver bio
Publicado Fevereiro 4, 2026
Tempo de leitura — min

Resumo do Episódio

Vida social e perder peso não são opostos

Só quem tem um objetivo de nível de elite precisa de sacrificar a vida social por causa da alimentação. Para a esmagadora maioria das mulheres, isso nunca vai ser necessário.

Pensa num jogador de futebol que joga a Champions, tipo Cristiano Ronaldo. Se o convidam para um jantar na véspera de um jogo importante, ele diz que não. Faz sentido, o nível de exigência do trabalho dele é outro, e os sacrifícios têm de acompanhar esse nível.

Agora pensa em ti. O teu objetivo não é seres a melhor atleta do mundo, é perderes peso de forma sustentável e sentires-te bem no teu corpo. Isso deixa espaço, e muito, para uma vida social normal. O que falta à maioria das mulheres não é abdicar de sair. É saber como fazer isso sem sabotar o processo.

Porque é que “comer de tudo” nem sempre é a solução

A dieta flexível só funciona depois de teres uma base de planeamento. Sem essa base, chamar-lhe “flexibilidade” é só uma forma bonita de dizer descontrolo.

A flexibilidade real só aparece depois de perceberes o básico: porções, nutrientes, timings. É esse processo de planeamento e reeducação alimentar que te vai levar, mais tarde, a uma alimentação mais intuitiva, onde consegues incluir um bocadinho de tudo sem perder o rumo. Sem essas bases, planear a “flexibilidade” acaba por virar em exagerar sem controlo, e depois chamar-lhe outro nome para não parecer o que é.

O que fazer antes de um evento social

Nunca saias de casa esfomeada para um evento social, mantém a tua rotina alimentar normal ao longo do dia.

Muitas mulheres fazem exatamente o contrário. Sabem que vão a um jantar mais calórico à noite e decidem não comer nada durante o dia, como se estivessem a “poupar” calorias para mais tarde. O resultado costuma ser o oposto do que se pretende. Chegas ao evento com fome a mais, só consegues pensar em comida, e acabas a comer muito mais do que comerias se tivesses chegado com fome normal.

Uma aluna do programa, a V., que vive em Luanda, contou que começou a comer um pouco antes de sair de casa para os convívios que tem por lá. Antes de mudar isto, ia sempre com fome e depois “comia o mundo e mais outro”, nas palavras dela. Desde que passou a fazer um pequeno snack antes de sair, mesmo que seja só dois ovos, sente que consegue controlar-se muito melhor. Faz sentido. Se fores para um jantar com fome de comer três mundos, a tentação vai ser sempre maior do que se fores com o estômago já a um nível equilibrado.

O que fazer durante: comida

Prioriza proteína e vegetais no teu prato, mesmo quando há outras opções menos nutritivas à disposição.

Imagina que vais comer um bitoque com batatas fritas. Não precisas de tirar as batatas fritas do prato, mas garante que também tens ali uma salada ou uns legumes. Se deixares só as batatas, acabas por comer mais batatas, porque o teu corpo continua à procura de algo que o sacie. Manter os vários grupos alimentares no prato ajuda-te a ficar satisfeita e, ao mesmo tempo, continuas a comer aquilo que te apetece.

Nos bufês, serve-te num prato e afasta-te da mesa. É fácil perder a noção do que se come quando se está ali ao lado a petiscar diretamente da travessa, com um guardanapo na mão. Serve uma dose no prato, afasta-te, e come com calma. Um prato mais pequeno também ajuda, mentalmente, a sensação de “prato cheio” contribui para a perceção de saciedade, mesmo sabendo que é só um jogo da tua cabeça.

O que fazer durante: bebidas

Intercala o álcool com água ao longo da refeição. Além de beberes menos álcool no total, manténs a hidratação, o que também costuma ajudar no dia seguinte. Se gostares de refrigerantes, a opção zero costuma ser uma boa alternativa, mas não há problema nenhum em beberes um refrigerante normal de vez em quando, num evento social.

O que fazer depois: a parte que decide tudo

Um exagero pontual não estraga o teu progresso, o que estraga é o pensamento de que já estragaste tudo. Comeste uma sobremesa que não estava no plano? Não faz mal, isso não é o suficiente para desfazer semanas de trabalho.

O problema é o que costuma vir a seguir. É esse pensamento de “já estraguei tudo, por isso agora já não interessa” que leva muitas mulheres a comer ainda mais do que teriam comido de outra forma. Comes uma sobremesa e pensas: já estraguei tudo, então agora posso comer mais dez. Este é, de longe, o padrão mais destrutivo, muito mais do que a sobremesa em si.

A solução não é evitar eventos sociais para sempre. Esses momentos vão continuar a acontecer ao longo de toda a tua vida, aniversários, jantares de família, o Natal. A solução é aprenderes a viver com eles sem lhes atribuíres um peso que não têm. Comeste bem, aproveitaste, soube-te bem. Agora voltas à tua rotina, sem drama e sem precisares de compensar nada no treino do dia seguinte.

Porque é que isto funciona melhor a longo prazo

Dietas muito restritivas dão resultados rápidos, mas raramente se mantêm durante mais do que algumas semanas. Quando cortas tudo o que te dá prazer, incluindo os momentos sociais, o corpo e a cabeça aguentam durante algum tempo, mas depois há sempre um ponto de rutura. A pessoa desiste por completo, volta atrás, e entra naquele ciclo de subir e descer de peso que é tão desgastante como o próprio excesso de peso.

Uma abordagem que inclui estes momentos sociais, sem os tratar como uma ameaça, aguenta-se durante muito mais tempo. Não porque os resultados sejam mais rápidos, pelo contrário, se calhar demoram um pouco mais. Mas é o tipo de mudança que consegues manter durante um ano, dois, ou para o resto da vida, em vez de um mês de restrição total seguido de desistência.

Ep.7 – As fases do emagrecimento (e porque o efeito platô é uma delas, não um erro)

Filipe Simões
Filipe Simões CEO e fundador do BMFIT, Personal Trainer Ver bio
Beatriz Jorge
Beatriz Jorge Nutricionista e Fundadora BMFIT Cédula Profissional 5266N Ver bio
Publicado Janeiro 28, 2026
Tempo de leitura — min

Resumo do Episódio

Ep.6 – Treino e saúde mental

Filipe Simões
Filipe Simões CEO e fundador do BMFIT, Personal Trainer Ver bio
Beatriz Jorge
Beatriz Jorge Nutricionista e Fundadora BMFIT Cédula Profissional 5266N Ver bio
Publicado Janeiro 23, 2026
Tempo de leitura — min

Resumo do Episódio

Ep.5 – Emagrecer sem passar fome (nem abdicar do chocolate)

Filipe Simões
Filipe Simões CEO e fundador do BMFIT, Personal Trainer Ver bio
Beatriz Jorge
Beatriz Jorge Nutricionista e Fundadora BMFIT Cédula Profissional 5266N Ver bio
Publicado Janeiro 21, 2026
Tempo de leitura — min

Resumo do Episódio